Singularidade da pessoa com síndrome de down é destaque do Papo Saúde desta terça-feira (28)

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Daniel Araújo – Ascom ESP/CE

O estímulo de um desenvolvimento inclusivo e integral de pessoas com síndrome de down passa pela afirmação do debate acerca da inclusão social e do respeito às diferenças. Entendendo isso como uma importante bandeira na busca por um olhar mais centrado na pessoa com esta condição genética e na sua singularidade, a Escola de Saúde Pública do Ceará Paulo Marcelo Martins Rodrigues (ESP/CE), vinculada à Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), realiza mais um Papo Saúde nesta terça-feira (28).

Com o tema “Síndrome de down: olhar integral para a singularidade da pessoa”, a live começa às 19 horas e será transmitida pelo perfil oficial da ESP/CE no Instagram (@espceara). Participam da conversa a geneticista do Hospital Infantil Albert Sabin (Hias), Erlane Ribeiro, e a pedagoga e diretora da Associação Existir, Débora Menezes. A mediação será feita pela supervisora do Centro de Extensão em Saúde da ESP/CE, Luciana Lopes.

Para Erlane Ribeiro, a diretriz editada pelo Ministério da Saúde em 2013 foi um dos mais relevantes avanços na política de atenção e apoio à causa, uma vez que possibilitou a solicitação de exames e o direito aos pacientes de fazê-la diretamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “No entanto, considero que a diretriz deva ser revisada, principalmente, para aprofundamento dos casos de vida adulta”, observa.

Essa atenção da garantia dos direitos das pessoas com síndrome de down no Brasil também foi ressaltada por Débora Menezes. Ativista e mãe de uma criança com com a condição, ela ilustra avanços como a inclusão na educação e no mercado de trabalho. “Antigamente, as pessoas com síndrome de down eram reconhecidas apenas pela sua deficiência intelectual. Com o avanço das pesquisas e acesso à informação sobre estimulação precoce e saúde, as capacidades das pessoas com SD ficaram mais evidentes que suas deficiências”, afirma.

Ainda de acordo com Erlane Ribeiro, faz-se muito necessário a disposição e o entendimento dos profissionais de saúde em acompanhar esta parcela da população em suas distintas fases da vida. “Minha sugestão é que as Secretarias Municipais (SMS) e Estadual (Sesa) de Saúde façam um treinamento com as equipes de saúde da família para que elas se tornem aptas a acompanhar as pessoas com síndrome de down em qualquer idade”, propõe.

Garantia de direitos

A Comissão técnica da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (AL-CE) aprovou, ainda em agosto deste ano, o Projeto de Lei nº 192/2021, que instituiu a Política Estadual de Orientação sobre a Síndrome de Down no Ceará. A proposta foi aprovada por meio da Lei Nº 17.642 junto da Semana Estadual de Conscientização sobre a Síndrome de Down no âmbito do Estado do Ceará, esta última publicada em 10 de setembro de 2021.

Síndrome de down

Chamada de trissomia 21, a síndrome de down é uma alteração genética causada por um cromossomo extra no par 21. No mundo inteiro, uma em cada 700 crianças nasce com esta condição. O Brasil possui hoje cerca de 300 mil pessoas com SD. Estima-se que a cada 600 crianças nascidas no País, uma tenha a síndrome.

Papo Saúde ESP

Síndrome de down: olhar integral para a singularidade da pessoa
Quando: terça-feira (28), às 19h30
Convidadas:
– Erlane Ribeiro, geneticista do Hospital Infantil Albert Sabin (Hias)
– Débora Menezes, pedagoga e diretora da Associação Existir
Acesse o perfil oficial da ESP/CE no Instagram





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