Coluna – Podem querer nos enganar, mas acabou a isonomia na Série A

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Não dá para aceitar, passivamente, a decisão tomada no chamado Conselho Técnico da Série A do retorno do público aos estádios nos jogos do próximo fim de semana. A alegação anterior da isonomia, que impediu o Flamengo de ter sua torcida desde a rodada 21, apesar da permissão dada pelas autoridades sanitárias do Rio de Janeiro e da liminar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), ruiu diante do anunciado após a reunião na sede da CBF.

Para começar, além do Flamengo, que não participou da reunião, o Athletico-PR não aceitou a volta do público agora. Justo. Afinal, o Governo baiano não permite ainda que o torcedor vá aos estádios, pelo menos até o dia 15 de outubro. Isonomia é para valer, né? Depende, pelo visto. E sempre se dá um jeitinho. O jogo entre Bahia e Ceará foi adiado. O mesmo para Santos e Fluminense, previsto para a Vila Belmiro. Afinal, o Governo paulista só autoriza a presença da torcida nos jogos a partir da próxima segunda-feira (4).

E aí mais uma “curiosidade”: o Bragantino, que recebe o Corinthians, e o Palmeiras, que pega o Juventude, aceitaram jogar sem torcida. Pois é. No sábado (2), o jogo do Massa Bruta está previsto para o mesmo horário de Bahia e Ceará, que acabou adiado. O do Verdão, domingo (3), também no mesmo horário de Santos e Fluminense, também foi adiado. Fica a pergunta: será que houve algum pedido de quem transmite os jogos, nos canais fechados, para que essas partidas fossem mantidas?

Vamos acompanhar os fatos. O Bahia aceitou essa situação até a 26ª rodada, quando espera ser liberado para receber de volta sua torcida. Se isso não acontecer, está prevista uma nova reunião dos clubes. Até lá, a isonomia defendida fica esquecida num canto, esperando para reaparecer sob outra nomenclatura diante da vaidade e da desunião que tomam conta de nossos dirigentes. Você acredita mesmo que um dia haverá uma liga, dirigida por eles, no Brasil?

Nesta terça (28) também foi divulgado que, na Série C, o público poderá voltar. Sem crise. Em cada cidade, a capacidade do estádio respeitará o limite imposto pela autoridade sanitária local, o que significa dizer que podemos ter estádio cheio numa partida e com apenas parte da capacidade dele em outra. Pode não ser isonômico, mas é uma atitude agradável e justa para o torcedor que fez o seu papel, na cidade onde mora, e tem o direito de voltar, um pouquinho que seja, à normalidade.

* Sergio du Bocage é apresentador do programa No Mundo da Bola, da TV Brasil.





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