Conheça as 10 principais ruínas astecas e maias do México e o que elas oferecem

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Tulum fica a 130 km de Cancún

Famoso pelas lindas praias, o México oferece resorts completos que atraem grande parte dos turistas que buscam por um período de relaxamento e diversão no país. Mass além disso, o México também é repleto de história, arte e cultura — não à toa, existem 10 cidades mexicanas que são consideradas Patrimônio Mundial . A melhor forma de absorver tudo que o país oferece, no que diz respeito a seus antigos povos e civilizações, é visitando as ruínas mexicanas.

Diante das grandes estruturas de pedra, que podem datar de até 600 a. C., é possível aprender muito sobre a história do país e como as civilizações foram formadas, tanto as maias quanto as astecas. Quase tudo que se sabe sobre esses povos foi descoberto por meio de escavações e pesquisas nessas ruínas que estão abertas aos visitantes.

1. Chichen Itza

Pode ser considerado o mais famoso conjunto de ruínas do México. Localizada na península Yucatan, a antiga cidade é resultado de uma população grande e diversificada, notável pela arquitetura e técnicas variadas de construção. É considerada um dos melhores exemplos da civilização maia-tolteca na região. Segundo registros e pesquisas, a cidade foi fundada e estabelecida pelo povo maia em meados do início dos anos 400. Meio século depois, ela foi conquistada pelos toltecas, que ergueram novos edifícios.

Acredita-se que a cidade tenha caído em algum lugar por volta dos anos 1440 a. C. e foi abandonada na selva por 500 anos, até que as escavações modernas para pesquisa começaram. As ruínas de Chichen Itza estão em bom estado, proporcionando aos visitantes uma visão privilegiada.

O edifício mais famoso é o Templo de Kukulcán, uma pirâmide imponente de degraus bem no centro. Antes, os visitantes podiam escutar a construção, mas o desgaste fez com que o acesso fosse encerrado. Há shows de luzes e sons na época da primavera e do outono, com horários que variam das 18 às 19h. A melhor opção é se hospedar na região e o jeito mais fácil de chegar lá é pelas excursões a partir de Cancún ou Mérida.

2. Teotihuacan

Localizado a 45 km do Zócalo, o sítio arqueológico Teotihuacan, considerado Patrimônio da Humanidade protegido pela Unesco, é um dos pontos turísticos mais visitados do país. Entre os principais atrativos estão a Pirâmide do Sol, com 65 metros de altura e a segunda maior do México, a Pirâmide da Lua, com 45 metros, e a Calzada de los Muertos, com 4 km de extensão e na principal avenida do Teotihuacan, onde estão dispostas as construções remanescentes daquela civilização.

Acredita-se que a construção de Teotihuacan começou por volta dos anos 100 antes de Cristo. Em seu auge, a cidade era uma das mais populosas das Américas e tinha cerca de 125 mil cidadãos. Suas estruturas consistiam em residências de vários níveis, semelhantes a apartamentos, feitas para abrigar os moradores. Algumas das descobertas desse sítio arqueológico incluem: ferramentas de obsidiana, murais bem preservados e um sistema de edifícios complexos.

Os visitantes podem caminhar entre as construções, subir na Pirâmide do Sol e na Pirâmide da Lua, visitar os palácios, ver os afrescos preservados e circular pelas estruturas. É um passeio que demanda várias horas para que o turista consiga aproveitar tudo que o espaço tem a oferecer, e cada ângulo é mais belo que o outro. Além do passeio comum, feito durante o dia, é possível visitar o Teotihuacan no período da noite: o evento ‘Noches Mágicas’ é recente e funciona como um mix de tour e shows de luzes, no qual são mostrados aos visitantes as pirâmides como elas eram na época em que Teotihuacan ainda era povoada.

As maneiras mais comuns de se chegar até o sítio arqueológico são em excursões de ônibus, van, táxi com preço fixo ou ônibus turístico em linha comum. Para facilitar a locomoção, a Zona Arqueológica oferece muitos portões de entrada, cada um próximo a uma atração diferente.

3. Tulum

As ruínas à beira-mar do sítio arqueológico de Tulum são muito procuradas pelos turistas na região. As construções maias, localizadas na Riviera Maya, a apenas 10 minutos de carro ou 30 a pé da cidade de Tulum, foram feitas diretamente sobre as falésias e contra o oceano. Acredita-se que Tulum funcionava até a chegada dos espanhóis, no século 16.

Tulum era uma importante cidade portuária, principalmente no que diz respeito a troca de pedras preciosas. A grande atração é o penhasco Castillo, a maior e mais impressionante estrutura. O restante do local é preenchido com remanescentes de edifícios (em sua maioria destruídos) e as vistas de tirar o fôlego.

Além da visita histórica, a região também oferece beach clubes para quem gosta de curtir a praia, que são uma boa alternativa para aproveitar as águas, já que poucos trechos das praias são públicos. A maior parte dos acessos ao mar é fechada por hotéis e propriedades privadas. Além da abertura para o mar, os beach clubes oferecem comidas, bebidas, espreguiçadeiras e até piscina. Também há a possibilidade de conhecer os cenotes, que são piscinas naturais abastecidas pelas águas dos rios subterrâneos que possuem formas variadas.

4. Coba

Coba foi uma das primeiras cidades da história maia. Ela cobre mais de 50 km de selva viva e densa e era o lar de mais de 50 mil maias. Os arqueólogos acreditam que Cobra era um dos mais importantes conjuntos de ruínas antigas de Yucatán. Lá, é possível escalar 120 degraus íngremes até o topo da principal pirâmide da cidade, a Nohoch Mul. Os alpinistas que se arriscarem recebem como recompensa uma vista de 180 graus sobre a selva e o próprio sítio de Coba. Embora essa seja a principal atração da cidade antiga, o restante do local também pode ser explorado, principalmente por meio do aluguel de bicicletas para percorrer a área com mais facilidade.

5. Monte Alban

Para quem vai a Oaxaca e está buscando uma viagem rápida pela história, as ruínas pré-colombianas de Monte Alban ficam a menos de 20 minutos da cidade. Inicialmente construído por volta de 500 a. C., acredita-se que o Monte Alban tenha sido a capital da nação zapoteca, um dos primeiros grupos a prosperar na região de Oaxaca. A cidade permaneceu no posto de capital por cerca de 1.300 anos com população de até 25 mil pessoas, mas acabou abandonada devido ao esgotamento dos recursos.

Pesquisas sugerem que Monte Alban tenha tido comunicação com Teotihuacan. Atualmente, as ruínas, designadas Patrimônio Mundial da Unesco, constituem um dos locais mais significativos da região. Elas são conhecidas principalmente pelos numerosos monumentos em pedra esculpida, sendo que a maioria se assemelha a figuras mutiladas ou torcidas, consideradas representações dos cidadãos que eram servidos como sacrifício humano e prisioneiros de guerra. As paredes de 20 metros de espessura sugerem que as construções abrigavam pessoas de grande poder.

6. Palenque

Palenque é um dos sítios favoritos dos turistas pela proximidade com a selva romântica em Chiapas. A cidade chegou ao pico entre 500 e 700 a. C. e é reconhecida, principalmente, por sua criatividade estrutural e de artesanato. Mais de 1.400 edifícios foram descobertos no local, mas apenas 10% foram devidamente explorados.

As ruínas estão bem preservadas, o que faz com que sejam uma das principais representações do período clássico dos maias. É possível caminhar pelos templos e palácios com amplos pátios, piscinas artificiais e fontes ornamentais. Também pode-se conhecer o Parque Nacional de Palenque, que circunda o sítio arqueológico e abriga espécies emblemáticas da região. Para chegar lá, basta pegar um voo ou ônibus direto da Cidade do México.

7. Uxmal

Uxmal é outro conjunto importante de ruínas na península de Yucatan. O local de 1.500 anos de idade é reconhecido pela representação dos edifícios Puuc, considerado o estilo de arquitetura dominante na região. Ao contrário das pirâmides escalonadas, os edifícios têm os lados lisos e estrutura que imita uma cabana tradicional.

Uxmal está surpreendentemente intacta e em ótimas condições. Um dos principais e mais populares edifícios é a pirâmide de cinco níveis do Mago. Devido ao seu significado arquitetônico, esse Patrimônio Mundial da Unesco recebe muitas reformas, mas não aconteceram muitas escavações planejadas. Para quem está em Mérida, 15 minutos de carro são suficientes para chegar a Uxmal.

8. Calakmul

A 32 km da fronteira guatemalteca, a localização de Calakmul é mais remota, nas profundezas da selva da península Yucatán. Assim como Coba, acredita-se que tenha tido uma população grande, de cerca de 50 mil pessoas. A construção da cidade pode ter começado por volta de 550 a. C., embora existam evidências de uma remodelação em larga escala durante o século quinto.

Mais de 6.700 edifícios foram descobertos no local e, provavelmente por conta da localização difícil, várias peças permaneceram intactas com o passar do tempo. Um exemplo são algumas das várias lajes de pedra esculpida que ainda possuem pigmentação original.

9. Ek Balam

Ek Balam significa “onça negra” e está localizada na península de Yucatán. Ela é uma das preferidas dos turistas e talvez tenha sido a sede do reino de Tlalol. Essa antiga cidade chegou ao seu auge durante o período clássico de 600 e 850 a. C., além de abrigar muitas esculturas bem preservadas.

Ek Balam é conhecida pelo túmulo de gesso preservado do rei Ukit Kan Lek Tok. Ao subir na priâmide Acrópole, o visitante tem acesso a vistas maravilhosas sobre Riviera Maya (em dias de céu limpo, é possível avistar o território cubano). A cidade é pequena, com apenas 45 edifícios notavelmente intactos se comparados a outras estruturas do período clássico, como Coba, por exemplo. Ek Balam é normalmente inserido em roteiros de viagens de um dia para Chichen Itza, que fica a menos de uma hora de distância. Apesar de ter ganhado popularidade, é relativamente menos notado.

10. Tula

Localizado a cerca de 90 minutos ao norte da Cidade do México, Tula e suas ruínas antigas são conhecidas pelas colunas de guerreiros toltecas de 3 metros de altura feitas de basalto. Bem no topo da pirâmide de Quetzalcoatl, é possível ver a imagem do deus da Serpente Emplumada.

Em comparação a outros locais na mesma área, não há muito conhecimento sobre Tula ou seu significado ao lado de outros assentamentos. A cidade aparece na mitologia asteca e sabe-se que a cidade começou a florescer após a queda de Teotihuacan, antes de ser abandonada por volta de 1.150, provavelmente em decorrência da falta de recursos. Durante a sua existência, cresceu em um pequeno assentado conhecido como Tula Chico, com cerca de 20 mil cidadãos, para Tula Grande, uma cidade ampla e próspera com uma população potencial de 60 mil pessoas. Até hoje, Tula gera mais perguntas do que respostas.





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