Prevent Senior recorreu ao Ministério da Economia para disseminar ‘kit-covid’

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Uma declaração dada pela advogada Bruna Morato, representante dos médicos que elaboraram um dossiê de denúncias contra a Prevent Senior , durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID desta terça-feira (28), pode indicar mais um testemunho da existência do ‘gabinete paralelo’ do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante a pandemia.

Segundo Morato, o diretor da operadora de saúde, Pedro Benedito Batista Jr, tentou aproximar-se de Luiz Henrique Mandetta em março de 2020, então ministro da Saúde, por meio de um médico com suposto parentesco.
Porém, sem sucesso, o empresário teria fechado uma “aliança” com “um conjunto de médicos assessorando o governo federal, totalmente alinhados com o Ministério da Economia”.

“Por conta das constantes críticas que estavam sendo feitas pelo ministro Mandetta à operadora de saúde Prevent Senior, a administração executiva tinha que tomar uma atitude. Qual foi essa atitude: no primeiro momento se aproximar do Ministério da Saúde através de um médico que era familiar ou vinculado com o ministro Mandetta. O ministro não deu essa abertura, fazendo com que eles procurassem outras vias”, disse a advogada.

“O Dr. Pedro foi informado que havia um conjunto de médicos assessorando o governo federal, que estariam totalmente alinhados com os interesses do Ministério da Economia”, completou.

A advogada ainda afirma que a empresa e governo federal agiram em conjunto parar tentar de evitar a adoção do lockdown no país e promover medicamento do ‘Kit-COVID’ sem eficácia comprovada contra o coronavírus.

“A informação que me foi passada: havia um interesse inicial, vinculado ao governo federal, de que o Brasil não podia parar. Estavam preocupados com um lockdown. Por conta disso, as informações que foram levadas aos médicos em reunião da instituição, da Prevent. Pediram uma colaboração da Prevent na produção de informações que convergissem com essa teoria, que é possivel você utilizar um determinado tratamento como proteção”, afirmou a advogada. 

Bruna Morato citou os supostos nomes que vinham assessorando o governo federal. São eles: o toxicologista Anthony Wong, que segundo ela, era responsável por desenvolver um “conjunto medicamentoso atóxico”, a epedemiologista Nise Yamaguchi, que disseminaria informações sobre resposta imunológica, e o virologista Paolo Zanotto, que falaria sobre o vírus de forma mais abrangente.  

Fonte: Estado de Minas





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