Programa de Assistência Domiciliar do HSJ realiza mais de 2.500 atendimentos em oito meses

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Diego Sombra – Ascom HSJ Texto e Fotos

Harnoldo Melo Vieira, 60, é acompanhado pelo PAD do Hospital São José para se recuperar das sequelas deixadas pela Covid-19 e pela síndrome de Guillain-Barré

Com um sorriso no rosto, Harnoldo Melo Vieira recebe em casa a equipe do Programa de Assistência Domiciliar (PAD) do Hospital São José (HSJ), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa). O serviço tem sido fundamental para que o paciente de 60 anos consiga, aos poucos, se recuperar das sequelas deixadas pela Covid-19 e pela síndrome de Guillain-Barré, doença autoimune que o acometeu após a infecção pelo coronavírus. “O sofrimento por causa da internação foi grande, mas eu pedia a Deus que não me levasse. Quando eu cheguei à minha casa, ainda não mexia nada, mas já estou bem melhor”, conta.

Vieira passou a ser acompanhado pelo PAD logo depois de receber alta do HSJ, onde passou cerca de dois meses hospitalizado. Ele está entre as 30 pessoas assistidas por mês, em média, pelo serviço, que realizou, entre janeiro e agosto deste ano, 2.549 atendimentos. “Hoje, eu vejo e sei que vou voltar a andar, pois todo dia é uma evolução. Daqui pra frente, é só melhora, só alegria”, afirma, esperançoso, diante da fisioterapeuta e coordenadora do Programa, Lea Queiroz, com quem divide as dificuldades e vitórias conquistadas durante a reabilitação.

A simples possibilidade de abrir e fechar as mãos novamente representa um avanço para o idoso, que perdeu 30 quilos em decorrência do longo período de internação. “O Harnoldo ficou com muitas sequelas. Ele não conseguia sentar sozinho, virar de lado ou dobrar os dedos, como está já está fazendo agora. No caso dele, a síndrome de Guillain-Barré, que afeta o sistema nervoso central, comprometeu ainda mais a musculatura”, explica Queiroz.

Elionete Alexandre auxilia o sogro nas atividades do dia a dia enquanto ele não recupera totalmente os movimentos

De acordo com a fisioterapeuta, o paciente deve receber alta do Programa quando estiver com maior independência para se locomover. “A gente só vai liberar quando ele estiver totalmente recuperado, já andando e podendo fazer as atividades do dia a dia sozinho”.

Atendimento multidisciplinar
O Programa de Assistência Domiciliar do HSJ foi criado há 21 anos e conta com uma equipe multidisciplinar formada por assistente social, enfermeiro, fisioterapeuta, médico, nutricionista, técnico de Enfermagem, motorista e apoio administrativo. Além de auxiliar no tratamento de sequelas relacionadas à Covid-19 ao longo da pandemia, a equipe também presta atendimento a pessoas diagnosticadas com outras doenças infectocontagiosas.

“Conquistar reabilitação e independência funcional para os pacientes no domicílio faz com que nós, da equipe do PAD, possamos dizer: até aqui valeu a pena, até aqui nos ajudou o Senhor. Sabemos que o que nós estamos fazendo é, também, levar um pouco da filosofia do São José de dar qualidade no atendimento ao paciente na sua própria residência”, complementa a coordenadora.

Antes de iniciar o atendimento domiciliar, a equipe do PAD avalia o quadro de saúde do paciente e verifica, em campo, se a residência onde ele mora tem condições de recebê-lo após a hospitalização. “Os profissionais do Programa possibilitam a continuidade do tratamento iniciado no hospital. Então, na visita, nós avaliamos se a casa tem as condições apropriadas para a permanência do paciente ou se vai precisar de uma cama, por exemplo”, detalha Lea Queiroz.

O PAD foi criado há 21 anos e conta com uma equipe multidisciplinar para prestar assistência aos pacientes

Outro fator importante diz respeito ao suporte da família. O paciente precisa ter, em casa, um parente ou cuidador que seja corresponsável por ele e que contribua para a reabilitação, seja ajudando-o em necessidades básicas, como se alimentar e ir ao banheiro, ou dando seguimento à prática de exercícios físicos iniciada pela Fisioterapia. Harnoldo conta com o apoio da nora Elionete Alexandre, 43. A dona de casa, que decidiu sair do trabalho para dedicar tempo e atenção ao sogro, encara a responsabilidade como uma missão e vibra a cada melhora apresentada pelo paciente.

“Eu me senti com o dever de ajudar neste momento tão difícil da vida dele. Não sou parente de sangue, mas sinto como se fosse. Quando ele saiu do hospital e estava naquela condição, fiz questão de me disponibilizar, mesmo sabendo que o desafio seria grande. Por isso, é muito gratificante ver que ele está melhorando e conseguindo dar um passo de cada vez na batalha contra essa doença”, pontua Elionete.





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