Secretaria da Segurança Pública incentiva cuidados com a saúde mental por meio do Prumos

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A Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) atuou durante todo o mês de setembro para reforçar os cuidados com a saúde mental dos policiais militares e civis, bombeiros, agentes penitenciários e peritos oficiais, além dos seus familiares. Entre as ações estão a divulgação do programa Prumos, que presta atendimento na área psicossocial em todo o Estado.

Para o secretário da Segurança Pública, Romulo Marinho Soares, o Prumos é uma forma de apoio aos integrantes das forças de segurança. “O programa é uma forma de buscar ajuda quando os nossos servidores não estão se sentindo bem, não só em razão da sobrecarga e responsabilidade da função que exercem, mas muitas vezes podem estar com problema particular”, disse.

O Prumos conta com 40 Seções de Atendimento Psicossocial (SAP) no Paraná, dois Centros Psicossociais (em Curitiba e em Londrina), além de dois Centros em fase de implantação, nas cidades de Maringá e Cascavel.

A chefe da Assessoria de Planejamento Estratégico e Gestão de Projetos e coordenadora estadual do programa, Patrícia Manica, destaca a ampliação constante do programa para possibilitar o atendimento em todo Estado, presencial ou online.

“O programa é personalizado para os servidores da segurança pública e seus familiares, independente da função que atuam. O atendimento é focado nas características desses profissionais e as equipes de psicologia e serviço social que prestam os serviços têm bastante conhecimento técnico”, afirmou.

Durante o Setembro Amarelo, o Prumos fez diversas ações por meio eletrônico, entre reuniões e palestras, com intuito de alertar as forças de segurança sobre o assunto.

Um dos profissionais engajados nesta campanha foi o psicólogo Jorge Luiz Calazans da Silva, de Maringá, que falou sobre os sinais de alerta que podem identificar quando uma pessoa não está bem e precisa de ajuda, que nem sempre são óbvios e podem variar de pessoa para pessoa.

“Algumas pessoas deixam suas intenções claras e outras, de forma oculta, mas devemos ficar atentos. O desânimo, a ausência ou abandono de planos futuros, a compra de armas ou de comprimidos, o isolamento em excesso, a mudança de humor repentina e o aumento ou mudança do padrão com uso de álcool ou drogas são alguns sinais de alerta”, disse o psicólogo.

Ainda de acordo com ele, se algum colega de trabalho ou familiar identificar essas situações é importante deixar a pessoa desabafar. “É importante não ignorar este sentimento que a pessoa está demonstrando e que precisa de um acompanhamento profissional. Não é momento de julgamentos e leituras prematuras, utilizando para o diálogo respostas prontas. Muitas vezes a pessoa quer apenas alguém para escutá-la”, acrescentou.

“Sentimentos variáveis que podem ser de tristeza profunda ou outro comportamento, coisas que a pessoa gostava de fazer e agora não tem mais vontade, são sinais claros. Se ela tem dificuldade para dormir ou dorme em excesso é preciso procurar ajuda de um profissional o mais rápido possível”, endossou a psicóloga Grabriela Silvestrini Ganguilhete, do Prumos Foz do Iguaçu.

Durante todo o mês, os psicólogos também deixaram uma mensagem aos profissionais das forças de segurança do Paraná. “Por mais dificil que seja a sua situação é preciso entender que você não está sozinho, em nenhum momento. Todos que fazem parte da Secretaria da Segurança Pública estão interessados no bem-estar de todos”, arrematou Silva.

Para saber os locais de atendimentos do Prumos e formas de contato, os servidores da Secretaria da Segurança podem acessar o site: www.seguranca.pr.gov.br/programa-prumos.





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