Hotéis nos Estados Unidos têm histórico de crimes e passados sombrios; conheça

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Conheça hotéis que ficaram famosos por serem cena de acontecimentos bizarros

O lançamento dos filmes ‘A Menina Que Matou os Pais’ e ‘O Menino Que Matou os Pais’, duas versões sobre a história do casal Suzane von Richthofen e Daniel Cravinhos e o assassinato dos pais da jovem, chamaram a atenção do público sobre uma história macabra acontecida em São Paulo. Os filmes, estrelados por Carla Diaz e Leonardo Bittencourt, apresentam os possíveis motivos pelos quais o casal cometeu um dos crimes mais brutais do país.

Tanto no Brasil quanto ao redor do mundo, especialmente nos Estados Unidos, casos de assassinatos brutais e acontecimentos misteriosos — alguns com traços sobrenaturais — marcam lugares e regiões, que passam a ser referência desses acontecimentos. Desde hotéis a mansões, o que não faltam são cenários de episódios bizarros que chamam a atenção de turistas que passam por essas regiões e gostariam de ver ao vivo o local onde esses acontecimentos suspeitos se desenrolaram.

Cecil Hotel, em Los Angeles

A história do Hotel Cecil é tão assustadora que inspirou uma temporada de ‘American Horror Story’ e virou uma série documental na Netflix chamada ‘Cena do Crime – Mistério e Morte no Hotel Cecil’, que conta com detalhes a história do caso Elisa Lam, uma jovem que se hospedou no hotel, desapareceu e teve seu corpo encontrado em uma das caixas d’água em 2013.

Desde que foi construído em 1927, o hotel é supostamente amaldiçoado e já abrigou dois serial killers que marcaram a história dos Estados Unidos. Um deles foi Richard Ramirez, o “Perseguidor da Noite”. Ele buscava as vítimas nas imediações do prédio ou nos quarteirões ao redor durante a década de 1980. Após capturá-las, ele as torturava, abusava sexualmente e as assassinava.

Quando Richard foi preso, outro criminoso entrou em cena: Jack Unterweger. Ele era apreciador de Ramirez, se hospedou no Hotel Cecil e, em três ocasiões, contratou prostitutas para irem ao quarto e matou três delas, enforcando-as com os próprios sutiãs delas.

Além desses casos, o hotel foi marcado por episódios de violência doméstica, overdoses e suicídios, como em 1962, quando Pauline Otton, que na época tinha 27 anos, estava hospedada no hotel junto com o marido. Após uma briga intensa entre os dois, Pauline saiu correndo na direção da janela e pulou do 9º andar. Para distanciar o estabelecimento do passado sombrio e suspeito, o Hotel Cecil foi renomeado para Stay On Main.

Chateau Marmont, em Los Angeles

O icônico hotel foi construído, a princípio, como o primeiro prédio de apartamentos à prova de terremotos de Los Angeles, mas depois foi convertido para um hotel em 1930. Os problemas relacionados às celebridades começaram na sequência: F. Scott Fitzgerald, escritor, romancista, contista, roteirista e poeta norte-americano, sofreu um ataque cardíaco do outro lado da rua.

Mais tarde, o comediante John Belushi morreu por uma injeção de speedball no Bungalow 3. Em 2004, Helmut Newton, que na época vivia no hotel, perdeu o controle do seu Cadillac e bateu em uma parede da garagem, vindo a óbito. Executivos de estúdios de hotel supostamente costumavam alugar os bangalôs para que suas estrelas tivessem privacidade longe dos olhos do público. A equipe do hotel possui a reputação de saber guardar segredos e atender aos pedidos legais e ilegais dos hóspedes famosos.

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Sun Bright Hotel, em Nova York

Em 2013, o ‘New York Post’ expôs o Sun Bright Hotel, no badalado bairro de SoHo, em Nova York. De acordo com o jornal, o hotel alugava “canis humanos” para trabalhadores chineses por 10 dólares a noite. Os moradores disseram que mais de 100 homens dividiam um único banheiro muito sujo e que baratas tinham aparecido graças ao lixo deixado no chão por dias.

Em contrapartida, a gerência do hotel alugava quartos mais agradáveis para os turistas europeus. De acordo com o New York Post, “‘foi horrível – como um abrigo de animais’, disse um socorrista, recentemente convocado ao hotel, ao The Post. ‘Peguei um terno na parede e as baratas caíram’, disse o salvador, ‘centenas delas’.

Aninhado na orla de Chinatown, entre a Bowery e a Elizabeth Street, o hotel na Hester Street fica a poucos minutos de Balthazar, onde o A côte de boeuf de US$ 135 para dois cobriria a metade do aluguel de um mês no Sun Bright. Apenas homens são permitidos nas unidades do terceiro e quarto andares, os mais infernais do hotel. As acomodações lá medem 2,1 m por 1,5 m, menores do que a média de cela de confinamento solitário de 2,4 m por 3 m em uma prisão estadual”.

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Manor House Motel, Colorado

O famoso jornalista Gay Talese causou choque no ramo literário após publicar uma narrativa pessoal no ‘The New Yorker’ em 2016, no qual descreveu seu conhecimento e envolvimento com o Manor House Motel, demolido em 2014. Gerald Foos, dono do hotel, mantinha equipamentos em mais de uma dúzia dos quartos para que pudesse assistir os hóspedes enquanto faziam sexo.

Gerald conduziu as pessoas mais bonitas para salas especiais e tomou nota sobre seus atos sexuais por anos. Talese também alegou ter testemunhado um assassinato que ele nunca denunciou para a polícia. Lançado em 2017 pela Netflix, o documentário ‘Voyeur’ foi dirigido por Myles Kane e Josh Koury, há dois eixos abordados: o de Talese e o de Foos, buscando dissecar tudo que há por trás do caso.

Lizzie Borden Bed & Breakfast, em Massachusetts

Em 1892, Andrew Borden e sua esposa, Abby, foram cruelmente assassinados em casa com um objeto contundente. Na época, a polícia prendeu a filha do casa, Lizzie, que herdou a fortuna da família. Mais tarde, ela foi absolvida por falta de provas físicas e o assassinato do casal continuou sendo um mistério.

A casa agora é ‘Lizzie Borden Bed & Breakfast’, e os hóspedes mais corajosos podem recriar o último dia interior que os Borden viveram, começando com o exato mesmo café da manhã que eles tomaram naquele dia e terminando o dia no quarto do casal.

Hotel Provincial, em New Orleans

O histórico Hotel Provincial fica a duas quadras da famosa Bourbon Street, New Orleans, no lugar de um antigo hospital militar da Guerra Civil. Atualmente, um grupo de prédios está cheio de móveis antigos, detalhes de época e, supostamente, sumidouros de sangue.

Alguns hóspedes já relataram ter visto espíritos de soldados confederados e lençóis sujos de sangue, além da sensação de estar sendo constantemente observados e perturbação eletrônica, que também é bem comum. O hotel faz parte de muitos passeios fantasmas de New Orleans.

Chelsea Hotel, em Nova York

Construído em 1883, o Chelsea sempre teve uma atmosfera boêmia que atraía muitas celebridades, incluindo artistas, escritores e cantores. O local sofreu problemas financeiros desde que abriu, pois os proprietários mudaram muito, e supostamente muitos hóspedes fizeram check-in e nunca mais saíram.

O punk Sid Vicious foi acusado de esfaquear até a morte a namorada, Nancy Spungen, no quarto 100, em 1978. Antes de ser julgado, ele morreu por overdose de heroína. É comum que hóspedes do Chelsea afirmem ver fantasmas no elevador e pairando em torno do quarto 100.

Hotel del Coronado, em San Diego

Em 1892, cinco dias após se hospedar no Hotel del Coronado, Kate Morgan morreu sob circunstâncias misteriosas. Ela disse aos funcionários do hotel que estava esperando por alguém e seu corpo foi encontrado nos degraus que levam à praia, com uma bala na cabeça e uma arma na mão. Até hoje não se sabe se ela de fato tirou a própria vida ou se foi assassinada.

O que torna a situação ainda mais misteriosa, é que os funcionários contaram que ela fez o check-in com um nome falso e era uma criminosa esperando no hotel pelo seu amante Tom Morgan. Depois do acontecimento, os hóspedes que ocuparam o quarto 3327, onde Kate estava hospedada, relataram terem visto luzes, itens se movendo, som de passos e o rosto de Kate aparecendo na tela desligada da televisão.





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