No Jubileu de Ouro da UEL e do HU, governador destaca relevância das instituições para o Paraná

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Referências de Londrina e do Paraná, o Hospital Universitário (HU) e a Universidade Estadual de Londrina (UEL) estão completando cinco décadas de serviços prestados à comunidade, colecionando histórias, admiradores e ganhando cada vez mais relevância. Para comemorar os 50 anos, um evento intitulado “HU in Concert”, no Cine Teatro Universitário Ouro Verde, no Centro de Londrina, lembrou a trajetória iniciada oficialmente em 7 de outubro de 1971.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou nesta quinta-feira (30) da solenidade do Jubileu de Ouro do HU/UEL, reforçando a importância da organização para o Estado, destacando os feitos mais recentes.

“Estamos comemorando o Jubileu de dois patrimônios do Paraná. O HU salva vidas, e quantas vidas foram salvas apenas nesta pandemia? Alguém imagina como seria se o HU de Londrina não existisse? São 250 municípios que dependem do hospital. Estou aqui representado mais de 11,5 milhões de paranaenses neste agradecimento ao HU”, destacou.

“E também devemos destacar o papel das demais universidades e dos demais hospitais universitários. Assim como a UEL, são polos de educação e ensino que transformaram o Paraná em uma grande referência para o País”, acrescentou Ratinho Junior.

Durante a solenidade pessoas marcantes da história dos complexos foram homenageadas. Três personalidades receberam a distinção de Prêmio Jubileu de Ouro: Ascêncio Garcia Lopes, o primeiro reitor da UEL; Humberto de Morais Novaes, o primeiro diretor superintendente do HU; e Nelson Rodrigues dos Santos, primeiro diretor do Centro de Ciências da Saúde (CCS).

A cerimônia contou ainda com a apresentação do Quinteto de Cordas, da Orquestra Sinfônica da UEL (OSUEL), acompanhado de saxofone e bateria.

GIGANTE DA SAÚDE – Único hospital público de grande porte da Região Norte, o HU/UEL é considerado centro de referência para o Sistema Único de Saúde (SUS), além de modelo estadual em atendimentos de maior gravidade e de alta complexidade.

Desde o início da pandemia da Covid-19, em março de 2020, são 15.698 pessoas atendidas pela estrutura do Hospital Universitário. Foram disponibilizados 213 leitos exclusivos para tratamento da doença, sendo 96 de enfermaria, 106 de UTI adulto e 11 de UTI pediátrica.

“O hospital tem uma importância capital para a Região Norte e o Interior do Paraná como um todo. Foi montado para substituir um sanatório de tuberculose e, além dos atendimentos médicos, tem um significado muito grande na formação de profissionais de todas as áreas da saúde”, ressaltou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

No âmbito acadêmico, o HU/UEL está vinculado ao Centro de Ciências da Saúde (CCS) e, como hospital-escola, tem papel fundamental na prática do Ensino, da Pesquisa e da Extensão.

Também é campo de estágio para estudantes dos cursos de graduação em Medicina, Enfermagem, Farmácia e Fisioterapia. Recebe ainda programas de estágio em outras áreas, como Administração e Serviço Social, bem como mantém programas de residências nas áreas médicas e da saúde.

“São dois grandes patrimônios da sociedade paranaense, com muitos resultados apresentados à população do Paraná. Quero destacar a questão formativa, um hospital-escola que forma profissionais da saúde, algo essencial para o nosso Estado”, comentou o superintendente geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona.

O reitor da UEL, Sérgio Carvalho, lembrou que o HU/UEL foi concebido a partir da premissa que os estudantes das áreas de saúde necessitam experimentar atividades práticas.

“É uma premissa virtuosa e bem-sucedida, pois formamos profissionais para as áreas da saúde a partir inserção deles na prática acadêmica. Sem dúvida, ao longo dos anos, o hospital alcançou uma relevância gigantesca para a área de saúde de Londrina e das demais cidades paranaenses”, declarou o reitor.

Evento no Cine Teatro Universitário Ouro Verde abre as comemorações dos 50 anos de reconhecimento da UEL.

Foto: Jonathan Campos/AEN

REFERÊNCIA – Além de toda a qualificação técnica e de infraestrutura, o HU/UEL mantém serviços de referência no atendimento à população. Entre eles o Ambulatório de Especialidades, o Centro de Tratamento de Queimados e o Hemocentro Regional de Londrina, que atende hospitais da 17ª Regional de Saúde, Telemedicina e Telesaúde, o Centro de Assistência Toxicológica – que presta assessoria e orientação em casos de intoxicação ou exposição a agentes tóxicos.

Entre outros serviços, estão também o Banco de Leite Humano e a Unidade Neonatal, com destaque para o Método Canguru.

“O HU é vanguardista e visionário. Um hospital que serviu de embrião para o surgimento do Sistema Único de Saúde no País e que acredita na saúde pública de qualidade”, afirmou a superintendente do HU, Vivian Feijó.

UNIVERSIDADE – Criada pelo Decreto nº 18.110, de 28 de janeiro de 1970, a UEL celebra a data de seu reconhecimento: 7 de outubro de 1971.

A instituição de ensino superior nasceu da união de cinco faculdades, algumas existentes desde a década de 50. O projeto inicial uniu os vários professores e disciplinas dos cursos ofertados na época em departamentos, considerando áreas afins. Por sua vez, foram reunidos em Centros de Estudos, que totalizam nove e, hoje, abrigam 52 cursos de graduação.

Desde 1987, o ensino é gratuito no nível de graduação. Foi transformada em autarquia pela Lei Estadual 9.663 de 16/07/91 e, como tal, tem autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial em política educacional, mas é vinculada financeiramente do Governo do Estado, de onde se origina a maior parte dos recursos que asseguram sua operação e manutenção.

Os cursos de Pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) também são gratuitos. Somados os espaços do Campus, Fazenda Escola e outros, externos, a UEL chega a 2,3 milhões de metros quadrados.

A instituição tem como missão um compromisso com a gestão democrática e com a autonomia didático-científica plena, assim como com o desenvolvimento e a transformação social, econômica e cultural do Paraná e do Brasil.

Para isso, busca assegurar a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, a igualdade de condições de acesso e permanência estudantil, liberdade e respeito ao pluralismo de ideias, ao mesmo tempo em que tem como finalidade a produção e disseminação do conhecimento, formando cidadãos e profissionais com competência técnica e humanística.

As realizações da universidade aparecem nos rankings internacionais em que ela é citada. Em oito deles (2020-2021), referentes à América Latina, países emergentes (BRICS) ou mesmo mundiais, a UEL se destaca.

São mais de 13 mil alunos, a maioria do próprio Paraná. A universidade conta com 3.859 servidores efetivos, dos quais 1.262 são docentes. Destes, 1.049 possuem título de Doutor e 169 de Mestre. Entre os 2.597 servidores técnico-administrativos, são 59 doutores e 150 mestres.

Três personalidades receberam a distinção de Prêmio Jubileu de Ouro: Ascêncio Garcia Lopes, o primeiro reitor da UEL; Humberto de Morais Novaes, o primeiro diretor superintendente do HU; e Nelson Rodrigues dos Santos, primeiro diretor do Centro de Ciências da Saúde (CCS). Foto: Gilson Abreu/AEN

PRESENÇAS – Participaram da solenidade o prefeito de Londrina, Marcelo Belinati; o arcebispo da Arquidiocese de Londrina, Dom Geremias Steintz; a coordenadora regional da Casa Civil, Sandra Moya; os deputados federais Diego Garcia e Luisa Canziani; os deputados estaduais Cobra Repórter, Evandro Araújo, Márcio Pacheco, Tercílio Turini e Tiago Amaral; a diretora da 17ª Regional de Saúde do Paraná, Maria Lúcia da Silva Lopes; a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes; o secretário de Governo de Londrina, Alex Canziani; o secretário da Saúde de Londrina, Felippe Machado; e a vereadora Sônia Gimenez.





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