Notícia e narrativa se complementam

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ação, processo ou efeito de narrar; narração.

exposição de um acontecimento ou de uma série de acontecimentos mais ou menos encadeados, reais ou imaginários, por meio de palavras ou de imagens.

“A ideia não é contar uma história, é criar uma narrativa com começo, meio e fim”.

Na sexta-feira passada (24) o portal Últimas Notícias exibiu, em um furo de reportagem, a informação de que se fossem mantidos os vetos a dois projetos que tramitavam na Câmara Municipal, provavelmente, a quitação da folha de pagamento do funcionalismo, assim como a execução de despesas necessárias para a manutenção de inúmeros serviços, notadamente na área da saúde pública, correriam o risco de não serem cumpridos.

Isto porque, o pedido de alteração nos percentuais de remanejamento das contas orçamentárias, solicitado pelo Executivo, não sendo autorizado, o impediria de realizar tais despesas, mesmo existindo disponibilidade de recursos financeiros para tal. Faltavam apenas condições contábeis orçamentárias, mera exigência burocrática!

Naquela sexta-feira, conforme consulta realizada já ao final do expediente junto a funcionáriodo Legislativo, a situação mostrava que vereadores, em número de cinco, em suas respectivas comissões, já haviam se manifestado de forma contrária aos projetos. Isto era indicativo de que; se mantidos tais posicionamentos, realmente a informação de que o Executivo não conseguiria cumprir os compromissos assumidos, era real.  

Como órgão de imprensa cioso de seu dever de manter bem informados seus leitores, o UN procurou ouvir o presidente do Sindicato que representa o funcionalismo público, assim como, o secretário de Saúde, cuja pasta, parecia ser uma das que mais sofreria se o imbróglio não se resolvesse em tempo oportuno.

Importante frisar aqui que o posicionamento dos vereadores, conforme ficou claro no decorrer da análise do projeto em plenário, se prendia a apontamento do Tribunal de Contas que recomendara ao Legislativo não conceder aumentos superiores a 30% no remanejamento de verbas orçamentárias.

Ocorre que os vereadores, em suas falas, reconheceram a impossibilidade do Executivo de cumprir a contento suas obrigações, caso não houvesse por parte do Legislativo, um recuo nas decisões até então mantidas. E este se deu e resultou na aprovação unânime dos projetos.  

É claro que cada um dos edis justificou a sua decisão de mudança de voto, apresentando as mais diversas alegações. No entanto prevaleceu de que isto (mudança de voto) se dera em razão deles, conforme afirmaram, jamais votarem algo que de alguma forma pudesse vir a prejudicar o funcionalismo público, o que ocorreria, segundo informou o Executivo. 

É óbvio que uns mais, outros menos, trataram de convencer os presentes e os que acompanham as reuniões pelas redes sociais, que a mudança era necessária e plenamente justificável.  Juarez Carvalho que costumeiramente se lembra de agruras semelhantes às quais foi submetido, quando tinha assento na cadeira principal do Executivo, abriu o caminho para os demais.

Joice Alvarenga, mais cuidadosa, comentou que após se decidir pelo voto contrário, melhor analisou a situação e concluiu que teria que optar, dentre os males, pelo menor: “menos mal é descumprir a recomendação do MP, que causar um dano irreversível à própria administração, promovendo atrasos conforme previsto e noticiado pelo UN”, disse

Também os demais vereadores, ao que parece, compreenderam a gravidade do que ocorreria caso os projetos não fossem aprovados e se juntaram aos quatro que bem antes já haviam se manifestado favoravelmente a aprovação. Finda a votação nos dois turnos para cada um dos projetos, o resultado anunciado pelo presidente foi: “aprovado por unanimidade”.  

Menos mal, e mais uma vez se comprova que, notícia fiel à verdade, ainda que esta venha complementada com narrativa alertando para o que possa vir a ocorrer e sendo de interesse público, nada justifica sua manutenção  na gaveta, ainda que sua apuração final se dê no término  do expediente de uma sexta feira.

Imprensa é para isto, denunciar, noticiar fatos, fazer alertas, sem tomar partido! Foi isto que o UN fez.  Apenas trouxe à baila algo que, provavelmente, se não viesse a ser divulgado e solucionado a tempo, teria trazido sérios danos à população formiguense, ou,  ao menos a uma parte dela.   

No caso em tela, a narrativa falou do começo da história, mesmo em citar o nome de qualquer dos envolvidos, sem mencionar autores dos votos a favor ou contra.

Porém, a divulgação do fato, foi o bastante para provocar reações lúcidas que, certamente, ao final evitaram o que nenhum dos vereadores queria que ocorresse.  Prejuízos a quem quer que seja, em especial ao funcionalismo. Se assim não fosse, eles não teriam reconhecido a necessidade de aprovarem os projetos, ainda que em desacordo com o recomendado pelo Tribunal.

Vale aqui registrar que a movimentação do Sindicato e do próprio funcionalismo por meio das redes sociais, também foi preponderante para se chegar a um final feliz. Mas isto, convenhamos, só foi possível, através da divulgação da matéria jornalística, a tempo e a hora, “em cima do lance”!

Detalhe: a notícia não foi exclusiva, foi fruto de verificação e de criterioso acompanhamento no andamento de projetos dentro do Legislativo, como de costume, o UN faz.  





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