Mesmo com avanço da vacinação, engravidar durante a pandemia requer cuidados especiais

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A incerteza sobre os efeitos da Covid-19 em grávidas e nos próprios bebês fez com que milhares de pessoas adiassem o sonho da maternidade. Agora, com o avanço da vacina no Brasil e com o que já se sabe sobre a doença é possível voltar a planejar. Entretanto, o plano de ser mãe ou pai durante a pandemia ainda requer cuidados especiais.

O ginecologista e obstetra, Eduardo Cunha da Fonseca, diretor da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig), afirma que os médicos têm notado em seus consultórios o retorno de vários casais que suspenderam a ideia de ter filhos desde o ano passado. “Alguns deles nos procuram em busca de informações. Outros, porque querem avançar com os tratamentos para fertilização que abandonaram com a pandemia”, relata o médico.

Embora as gestantes sejam consideradas parte do grupo de risco para a Covid-19, principalmente pela maior chance de complicações para outras doenças respiratórias, os cuidados não são diferentes dos que devem ser adotados pelo restante da população. “A pandemia não acabou e não sabemos até quando vamos conviver com esse vírus, por isso, é preciso manter todos os cuidados básicos”, alerta o médico.

Se esse é o seu caso e você pretende ter nove meses tranquilos pela frente, o ginecologista separou algumas dicas de como se proteger nessa fase tão importante.

Vacine-se antes de engravidar!

Com a aprovação de vacinas contra Covid-19 pela Agência Nacional de Saúde (ANVISA), a recomendação é que todas as mulheres que pretendem engravidar devem se vacinar, pois essa é a única forma de prevenção contra a infecção pelo coronavírus.

Vale atentar-se apenas ao prazo entre a primeira e a segunda dose. A vacina da AstraZeneca ainda é desaconselhada em gestantes. Portanto, antes de engravidar, é melhor já ter as duas doses administradas.

Engravidou, vacine-se!

Ne não se vacinou antes de engravidar, esse é o momento. Todas as gestantes e lactantes devem tomar as vacinas aprovadas para esse grupo no Brasil.

Evite ambientes fechados e pouco ventilados

As mudanças fisiológicas no organismo da gestante e da puérpera levam a uma predisposição a infecções graves, inclusive respiratórias, e as alterações anatômicas reduzem sua tolerância à falta de ar.

Grávidas em qualquer idade gestacional compõem a população com condições e fatores de risco para possíveis complicações da Síndrome Gripal.

Lave as mãos com frequência

Lavar as mãos frequentemente e, quando for possível, higienizá-las com álcool em gel é fundamental, principalmente depois de dar a mão a uma pessoa (como em um cumprimento) e antes de se alimentar.

Atenção aos cuidados essenciais

É de extrema importância manter os cuidados essenciais, como: usar máscara e álcool gel e distanciamento social.

Não existe medicamento com comprovação científica para reduzir o risco de contaminação, por isso é fundamental continuar com as recomendações feitas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e sempre consultar órgãos oficiais de saúde para obter informações precisas.

Fonte: Hoje em Dia





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