A DrumWave está reinventando a venda de dados, e recrutou um ex-CEO da Visa

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Fernando Teles — o ex-CEO da Visa no Brasil — acaba de assumir como presidente da DrumWave, uma startup criada por um brasileiro no Vale do Silício que está tentando subverter a lógica da monetização de dados.

O cargo de president não se confunde com o de CEO, que continua sendo ocupado pelo fundador da empresa, André Vellozo, mas é Teles quem vai liderar toda a parte operacional da empresa — das vendas ao marketing, do comercial à execução do dia a dia.

Teles trabalhou cinco anos como CEO da Visa no Brasil e antes havia trabalhado por mais de 10 anos no Itaú Unibanco, onde chegou a liderar a área de cartões. (No meio do caminho, teve uma passagem de um ano pelo Banco Original).

Além de se tornar executivo, Teles também está fazendo um investimento na empresa, num momento em que a startup se prepara para dar seu passo mais ambicioso em termos do modelo de negócios.

Fundada em 2015 por Vellozo, um brasileiro que se mudou há 10 anos para os EUA e programa desde criança, a DrumWave começou como um serviço de score e certificação de dados para empresas. Em outras palavras, os clientes pagam à DrumWave para ela avaliar, precificar e certificar a origem e natureza dos dados que coletam dos clientes.

Agora, a startup está criando um novo modelo de monetização de dados, colocando de pé uma plataforma onde tanto o consumidor quanto a empresa que se relacionou com ele podem vendê-los — enquanto a DrumWave fica com um take rate das transações.

“Queremos criar uma nova economia de dados,” Teles disse ao Brazil Journal. “Vamos ter uma série de ferramentas que vão permitir às empresas criar ‘data apps’, onde o consumidor vai poder entrar e vender os dados gerados pela relação dele com uma determinada empresa.”

O cliente de uma academia, por exemplo, gera centenas de dados: quantas vezes por semana ele malha, em quais horários, e as séries de exercício que ele faz, etc.

Esses dados vão ser compilados num “data app”, onde o consumidor e a academia poderão vender essas informações, por exemplo, para uma marca de roupas fitness ou uma loja de whey protein próxima à academia. De posse dos dados, essa loja pode enviar um push com promoções para o consumidor quando ele estiver de saída.

Outro exemplo hipotético: um desenvolvedor quer criar um ‘data app’ com dados sobre diabéticos para vender para a indústria farmacêutica — mas não tem dinheiro para comprar os dados de milhões de pessoas.

“Ele pode criar o ‘data app’ e colocar uma oferta de compra de dados restrita a diabéticos. Se um diabético aceitar essa oferta e contribuir com seus dados, ele terá um ‘cut’ do resultado do data app,” disse Vellozo, o fundador.

Na prática, o app vai dar opções ao consumidor: vender os dados; contribuir com dados para causas em que acredita; e até pagar por produtos e serviços usando os dados como moeda.

“Na sua ‘dWallet’ você vai receber, enviar, aceitar ou rejeitar ofertas,” disse Vellozo. “Estas ofertas são todas indexadas e direcionadas, e se baseiam num registro que é como um domínio na web e que permite que as ofertas certas cheguem aos usuários certos.”

Fonte: Brazil Journal





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