Nubank dá largada em IPO nos EUA e Brasil – com mistério

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Companhia fará operação simultânea de ações nos Estados Unidos e BDRs na B3

O Nubank finalmente deu a largada oficial no tão esperado processo de IPO – mas, para quem estava ansioso para se debruçar sobre os números da companhia, segue o mistério. O banco digital pediu a confidencialidade das informações, tanto na SEC, onde vai listar as ações, quanto na CVM, onde listará BDRs patrocinadas de nível 3, viabilizando a participação de investidores locais.

Por ser sigiloso, o prospecto preliminar não aparece ainda em nenhum dos dois sistemas, mas a companhia publicou em seu site um comunicado ao mercado informando sobre os protocolos.

Segundo uma fonte, o registro confidencial do formulário F-1 já tinha sido feito na SEC e foi agora complementado no regulador brasileiro. A operação será com oferta de ações ordinárias de classe A da Nu Holdings, uma sinalização, como já era esperado, que a companhia vai usar a classe dupla para manter os controladores com maior poder de voto na classe B. Usualmente as ações de classe B tem 10 vezes mais poder de voto que a classe A.

A estimativa é que a oferta seja efetivada até o final de novembro. A operação é liderada por Morgan Stanley, Goldman Sachs e Citi, como antecipou o Pipeline.

No processo de seleção dos bancos, a companhia falou em valuations entre US$ 75 bilhões e US$ 100 bilhões, como mostrou também o Pipeline em primeira mão. No avanço das conversas com investidores, o banco vem ajustando as expectativas, falando em US$ 100 bilhões já com algum tempo de listagem, mas estreando mais próximo dos US$ 70 bilhões, na perspectiva de precificar o papel próximo ao teto. O interesse pela operação, no entanto, tem sido elevado antes mesmo do lançamento da oferta, dizem as fontes.

O banco se mexeu nos últimos meses, mostrando que não perdeu o pique mesmo num mercado mais desafiador no Brasil. No primeiro semestre, mostrou seu primeiro lucro líquido da história – até então, já gerava caixa, mas a última linha do balanço não tinha saído do negativo.

A listagem de BDRs no Brasil vai agradar aos investidores locais, onde a companhia estruturou seu negócio e é seu principal mercado – livrando a fintech das críticas que receberam companhias como a XP à época de sua oferta na Nasdaq, quando a regulação de BDRs ainda não tinha sido atualizada pela CVM e essa operação simultânea não era possível (hoje a companhia já tem negociação local de BDRs).

Fonte: Pipeline Valor



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