Vereador que passou mal e caiu na Câmara de Divinópolis apresenta exame toxicológico; relembre

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O vereador Diego Espino (PSL), que passou mal e caiu no Plenário durante a reunião na Câmara de Divinópolis na semana passada, apresentou um exame toxicológico durante o discurso dele na tribuna na sessão de quinta-feira (4). O parlamentar informou que fez o exame para combater as “fake news” de que estaria sob efeito e álcool e drogas em plenário.

A queda ocorreu no momento em que discursava em favor de pessoas transgêneros usarem nomes sociais.

Ele se exaltou ao falar que é vítima de “fake news” e que não é a favor da “ideologia de gênero”, expressão usada por grupos conservadores e não reconhecida no meio acadêmico. Por conta do nervosismo, a pressão subiu e ele caiu durante o discurso.

O parlamentar, que é de um partido de direita, protocolou o Projeto de Lei 206/2021 que trata sobre identidade de gênero – que permite a uma pessoa se identificar da forma como ela se sente e se percebe, independentemente do sexo.

Exames

O vereador afirmou ter sido vítima de “fake news” também pelo desmaio no plenário. De acordo com o Diego Espino, ele foi acusado de estar “bêbado e drogado” durante sessão na Câmara e, por isso, procurou um laboratório no dia seguinte para fazer os exames e esclarecer a questão.

“O que me deixa chateado, eu não aceito e tolero são as ‘fake news’. Fiz questão de, no dia seguintes, fazer exame toxicológico para desmascara mais uma vez as ‘fake news’ colocadas em Divinópolis relacionadas ao meu nome. E estão aqui os exames. E agora quero que vocês tirem suas conclusões. Falar, até papagaio fala. Provar é que é difícil”, disse durante o discurso na tribuna.

“Sou um parlamentar, estava trabalhando, Confesso que a emoção tomou conta, não tinha me alimentado direito no dia e estava muito chateado com a ‘fake news’ apresentada e a distorção do projeto que apresentei nesta casa, sobre o respeito e dignidade às pessoas transgênero, para que elas possam ser chamadas pelo nome social. Só isso. Visa o respeito e a dignidade ao ser humano”, completou.

Projeto

Ele aproveitou para explicar sobre o projeto que tramita nas comissões da Casa Legislativa e ainda não foi colocado em pauta em plenário.

“A verdade é que, infelizmente, as pessoas se mostram problemáticas no caso dos transsexuais. Basta dizer que ninguém questiona o nome da Anitta, por exemplo, Fernanda Montenegro, Chay Sued, Cazuza, Tony Ramos e Sílvio Santos. Todos nomes sociais utilizados em substituição. Respectivamente: Larissa, Arlete Pinheiro, Robert Chay Domingues, Agenor de Miranda, Antônio de Carvalho e o Sr. Abravanel”, argumentou.

Ele reforçou que o projeto não tem ligação com a ideologia de gênero. “Me acusar de implantar ideologia de gênero no município é leviano e inverdade. Me mostre na lei onde fala de uso de banheiros compartilhados, de material didático contendo orientação sexual nas escolas. É inverdade. A lei fala sobre respeito ao ser humano”, afirmou.

Entenda

Na quinta-feira (28) da semana passada começou a circular nas redes sociais uma montagem em que o parlamentar dizia ser a a favor da chamada “ideologia de gênero” – expressão que não tem base científica.

O termo é usado por grupos conservadores, como as igrejas evangélicas, contrários aos estudos de gênero iniciados nas décadas de 1960 e 1970 nos Estados Unidos e na Europa, que teorizam a diferença entre o sexo biológico e o gênero. Para esses estudiosos, ser um homem ou uma mulher não depende apenas da genitália ou dos cromossomos, mas de padrões culturais e comportamentais. Tais padrões, segundo os teóricos da área, são adquiridos na vida em sociedade.

Grupos de conservadores defensores da “ideologia de gênero” acreditam que as conclusões desses estudos sobre o gênero não obtiveram validação das ciências exatas e biológicas.

O parlamentar quis explicar que não é a favor da ideologia de gênero, mas defende a identidade. Por isso, criou o projeto de lei para a possiblidade de escolha do nome social de cada indivíduo.

Ao defender o projeto, o vereador se exaltou com as montagens que circularam na internet e quis explicar o posicionamento e desmaiou. Imediatamente ele recebeu atendimento de primeiros socorros e logo foi levado para uma unidade de saúde, onde foi avaliado por uma médica.

“Eu tive um pouco de emoção ao falar do tema e um pouco de comoção, porque eu me sinto realmente perseguido por algumas pessoas em Divinópolis. Esse tema é um tema que eu não costumo abordar muito, porque é um tema polêmico. Infelizmente acho que não estou com psicológico preparado para estar como parlamentar e ser perseguido da forma como estou sendo”, disse.

Fonte: g1 Centro-Oeste





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