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    Aerotráfico: traficantes queriam ter empresa aérea própria para garantir transporte de cocaína entre Brasil e Portugal


    Um grupo de criminosos que operava uma rede de tráfico de drogas entre Portugal e Brasil planejava adquirir uma empresa aérea privada para garantir pelo menos três viagens mensais à Europa com cocaína a bordo. Segundo informações da CNN Portugal, a descoberta se deu durante a Operação Descobrimento, deflagrada na manhã da terça-feira (19) para desarticular um grupo especializado no tráfico internacional de cocaína.

    O plano foi elaborado por dois sócios e membros da rede composta por pessoas de Brasil e Portugal — entre fornecedores de cocaína, mecânicos de aviação, advogados, transportadores e doleiros. De acordo com informações do Gise (Grupo Especial de Investigações Sensíveis), ligado à PF, a dupla chegou a redigir um contrato de compra e venda para adquirir a Omni Aviação, uma empresa aérea de jatos privados com sede em Oeiras, próxima de Lisboa.

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    O acordo firmado em 10,7 milhões de euros (em torno de R$ 55 milhões) previa que uma das pessoas envolvidas na rede fretasse um avião Falcon 900 pelo menos três vezes por mês para levar cocaína do Brasil para Portugal. O transporte seria camuflado por meio de voos executivos da Omni, enquanto o contrato seria realizado em nome de uma empresa de advogados cujo proprietário é um dos suspeitos da organização.

    Segundo a CNN, um dos sócios que tentaram comprar a Omni foi o advogado e lobista Rowles Magalhães, preso pela PF em São Paulo na última terça-feira (19). Magalhães já foi investigado pela PF em 2017 durante a operação Descarrilho, que apurou um esquema de fraude, propina e lavagem de dinheiro na licitação da Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), uma obra que seria feita na região metropolitana de Cuiabá para atender à demanda da Copa do Mundo de 2014.

    Operação Descobrimento, que descobriu tráfico de cocaína para Portugal
    Operação Descobrimento em curso (Polícia Federal/Divulgação)

    Esquema envolveu delatora da Operação Lava Jato

    A Operação Descobrimento cumpriu sete mandados de prisão em São Paulo, Mato Grosso, Rondônia, Pernambuco e Bahia, onde as investigações do esquema começaram. Além disso, foram realizadas duas prisões preventivas nas cidades do Porto e Braga, em Portugal, e outros 46 mandados de busca e apreensão — 43 no Brasil e três na Europa.

    Entre as pessoas envolvidas no esquema, estavam o ex-secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Nilton Borges Borgato, e a doleira Nelma Kodama, primeira delatora da Operação Lava Jato em 2014.

    As investigações da operação começaram em fevereiro de 2021, quando um jato executivo de matrícula portuguesa Falcon 900 pousou no aeroporto internacional de Salvador para ser abastecido. Ao ser inspecionado, a Polícia Federal encontrou cerca de 595 kg de cocaína escondida na fuselagem que seria transportada para Portugal. A partir daí, a PF conseguiu identificar a estrutura da organização criminosa.

    As medidas judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Federal de Salvador e pela Justiça portuguesa. A Justiça brasileira também decretou medidas patrimoniais de apreensão, sequestro de imóveis e bloqueios de valores em contas bancárias usadas pelos investigados.

    Crédito da imagem principal: Jair Fonseca/Shutterstock

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