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    Aluguel de ações: como ganhar até 59,5% ao ano sem vender seus papeis


    Com a escalada da taxa básica de juros, foi vista uma migração para ativos na renda fixa em busca de maior segurança. Porém, existem instrumentos dentro do mercado de renda variável que podem devolver retornos bem acima da atual Selic – em 11,75% ao ano atualmente. É o caso do aluguel de ações em que contabilizou até o final do mês de março retornos de até 59,5% no ano.

    Segundo levantamento da TradeMap, uma plataforma de informações financeiras, mais de 30 papéis de companhias de setores distintos estão retornando bem ao investidor que as aluga. Essa é uma operação gerenciada pela B3 e que também pode ser chamada como “empréstimo de ativos”. Isso porque a modalidade permite que um investidor empreste a outro tanto ações como cotas de fundos imobiliários em troca de uma taxa por esse aluguel.

    O doador das cotas ou das ações costuma ter uma estratégia de longo prazo, a exemplo do proprietário que aluga um imóvel e que pretende ter rendimento com a locação. Já o tomador – semelhantemente ao locatário – aluga as ações do doador, vende elas enquanto estão emprestadas em contrato para, mais tarde, recomprar elas por um preço menor. Nesse caso, o ganho dele está condicionado à queda no valor do papel e não a uma taxa. O que se resume a um maior risco.

    Das 31 ações que têm uma taxa de empréstimo superior a 11,75% ao ano, o destaque é dos papéis do Traders Club (TRAD3), com um percentual de quase 59,5% de retorno neste ano até fim de março. Em seguida estão os papéis do Banco Inter (39,98%); dos Fertilizantes Heringer (34,92%), Time For Fun (30%),  Get Ninjas (22,9%), além de Telefônica Brasil ( 22,59%), Cyrela (22,1%), Azul (19,94%), Brasil Brokers (19,87%).

    Quanto mais pessoas buscam o aluguel de uma ação apostando na desvalorização do papel mais alta será a taxa do empréstimo. E isso acontece porque o doador vai oferecer esse ativo obviamente para quem está pagando mais, o que aumenta a taxa no mercado conforme aumenta a demanda. Um exemplo é o Traders Club (TRAD3), cuja queda nas ações até 31 de março era de 30%, enquanto o retorno com o aluguel das ações era de 59,5%.

    Assista ao Cafeína com Samy Dana e Dony De Nuccio e veja outras empresas que vêm amargando quedas expressivas na bolsa, mas que vêm gerando altos retornos via aluguel de ações.

    Este conteúdo é de cunho jornalístico e informativo e não deve ser considerado como oferta, recomendação ou orientação de compra ou venda de ativos.

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