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    Warren Buffett diz que não compraria todo o bitcoin do mundo nem por US$ 25


    O megainvestidor e CEO da Berkshire Hathaway (BERK34), Warren Buffett, de 91 anos, afirmou na última semana que não compraria todas as unidades de bitcoin (BTC) disponíveis no mundo nem por US$ 25.

    Para Buffett, não há motivo para os Estados Unidos aceitarem essa criptomoeda, ou qualquer dinheiro digital criado por empresas, como substituto do dólar, e que o bitcoin não produz nada – apesar de admitir não saber se o valor do criptoativo vai ou não crescer por um, cinco ou 10 anos.

    O megainvestidor afirmou que compraria 1% de todas as terras agrícolas dos Estados Unidos ou 1% de todos os prédios do país por US$ 25 bilhões, porque acredita que esses ativos possam gerar rendimentos, produtos.

    “Agora, se você me dissesse que possui todos os bitcoins do mundo e me oferecesse por US$ 25, eu não aceitaria. O que eu faria com isso? Eu teria que vendê-los de volta para você de uma forma ou de outra. Ele não vai fazer nada. Os apartamentos vão produzir renda e as fazendas vão produzir alimentos”, afirmou na conferência anual de acionistas da Berkshire Hathaway, realizada no sábado anterior.

    Charlie Munger, vice-presidente da Berkshire Hathaway, também se posicionou contra o bitcoin. “Na minha vida, eu tento evitar coisas que são estúpidas e más e me fazem parecer mal quando me comparo com outra pessoa – e o bitcoin faz os três”, disse Munger. “Em primeiro lugar, é estúpido porque ainda é provável que vá a zero. É mau porque mina o Sistema da Reserva Federal e, em terceiro lugar, nos faz parecer tolos em comparação com o líder comunista na China. Ele foi inteligente o suficiente para banir o bitcoin na China.”

    Rejeição ao bitcoin

    Em março deste ano, Robert Kiyosaki, conhecido por ser o autor do livro sobre finanças pessoais “Pai Rico, Pai Pobre”, se mostrou pessimista em relação ao futuro do bitcoin por causa da regulamentação das criptomoedas nos Estados Unidos. Kiyosaki previu que as criptomoedas poderão ser confiscadas – apesar de que os ativos podem ser armazenados em dispositivos que funcionam carteiras codificadas e desconectadas da internet e de todo o sistema financeiro tradicional.

    Outro crítico do bitcoin é Nassim Taleb, autor dos best-sellers A Lógica do Cisne Negro, Arriscando a Própria Pele e Antifrágil. Em fevereiro deste ano, quando o valor da criptomoeda teve queda significativa, Taleb disse que ela é um “jogo perfeito para otários durante tempos de juros baixos”. “A verdade é que o bitcoin não é uma proteção contra a inflação, não é uma proteção contra crises do petróleo, não é uma proteção contra ações e, claro, o bitcoin não é uma proteção contra eventos geopolíticos – na verdade é exatamente o oposto”, disse, em suas redes sociais.

    No ano passado, Bill Gates, cofundador da Microsoft, apontou um problema do bitcoin, em entrevista publicada no jornal americano The New York Times. Gates disse que a forma como a criptomoeda funciona, com o processamento de transações feito por computadores e servidores espalhados pelo mundo e não vinculados a nenhum banco central, pode levar a danos ambientais. Por isso, o bilionário não vê o bitcoin como a moeda do futuro da economia mundial.

    Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Cambridge concluiu que o processo de mineração da criptomoeda (como é chamada a forma de gerar novos bitcoins e autenticar transações) é capaz de consumir mais energia elétrica por ano do que países como Argentina, Emirados Árabes Unidos e Holanda.

    Entusiastas do bitcoin argumentam que o ativo pode vir a ter mais valor do que moedas de países porque tem oferta limitada, gerando escassez e evitando a inflação ligada ao aumento de emissão de moeda, recurso usado por governos para injetar capital na economia, como medida de curto prazo.

    Nos primeiros meses de 2022, o sino que marca a chegada de um novo negócio ao mercado de ações se manteve silencioso, diante do cenário de volatilidade por causa da guerra entre Ucrânia e Rússia e da proximidade das eleições. O que compensou parte desse “deserto de IPOs” para a Bolsa brasileira, a B3, foram os leilões de ativos públicos.

    Nada menos do que 15 eventos do tipo foram realizados no tradicional espaço da antiga Bovespa, no centro de São Paulo, nos três primeiros meses deste ano.

    A expectativa é de que esses 15 leilões feitos na B3 gerem R$ 8,8 bilhões em investimentos privados, em dez Estados brasileiros, com a privatização de serviços públicos como saneamento e iluminação, entre outros.

    O movimento de licitações de ativos públicos é bem superior ao visto no ano passado: em 2021, os três primeiros meses do ano tiveram dois leilões; no mesmo período de 2020, houve apenas um evento.

    A Bolsa atua como assessora de licitações há 30 anos, desde a época da desestatização de companhias como a Usiminas e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

    O segmento representa um alento em um momento ruim para as estreias de negócios na Bolsa, mas os leilões não chegam, nem de longe, a compensar as receitas que a B3 teria com uma oferta de ações.

    Esse tipo de leilão representa apenas uma fração do negócio total da B3, embora a empresa esteja começando a planejar formas de ampliar esse faturamento.

    No balanço do quatro trimestre de 2021, as receitas com esse serviço não são abertas, pois ficam dentro da linha “outros”, que correspondeu a R$ 37,3 milhões no período, representando apenas 1,5% do faturamento total da B3 no período, que somou R$ 2,4 bilhões.

    Apesar de ser pouco relevante, a linha “outros” do balanço da Bolsa cresceu 24,8% nos últimos três meses do ano passado, considerada a comparação com 2020.

    Espaço para crescer

    O superintendente de processos licitatórios da B3, Guilherme Peixoto Barboza, diz que a antiga Bovespa se envolveu nos leilões justamente porque algumas das empresas estatizadas no passado detinham ações negociadas no mercado. A atual B3, vale lembrar, é resultado da união das antigas Bovespa, Bolsa do Rio, BM&F e Cetip.

    “Hoje essa atividade (de leilões de ativos públicos) está mais recorrente. Com isso, a área de assessoria da B3, que temos desde 2017, passou a ter essa prestação mais difundida. Antes fazíamos para o governo federal e alguns Estados. Agora, passamos a atender até mesmo os municípios”, explica Barboza, que em dia de leilão é responsável por bater o martelo e anunciar o vencedor do ativo em disputa.

    Segundo o executivo da B3, há espaço para o setor crescer dentro da Bolsa brasileira. Hoje, a área atende apenas o setor público, mas já estão em negociações leilões envolvendo o setor privado. Uma das possibilidades é a venda de créditos de carbono; outra linha possível é a de créditos tributários. “Temos algumas discussões, temos condições de fazer novos projetos neste ano”, comenta Barboza.

    Custódia

    O trabalho da Bolsa de assessorar licitações começa bem antes do dia do leilão em si. Quando o governo federal lança um edital para uma licitação de uma rodovia, por exemplo, há uma data estabelecida para que os interessados entreguem toda a documentação. Toda essa papelada, muitas vezes trazida por advogados nas clássicas malas pretas de viagem, é entregue à B3, que fica responsável por analisar tudo e validar ou não a participação do proponente.

    A B3 também faz a custódia das garantias preparadas pelos participantes do leilão, como seguro garantia ou títulos do tesouro. “A B3 é a gestora da garantia dada pelo proponente até a assinatura do contrato”, explica.

    Mas e se, quando o mercado voltar à normalidade, houver uma oferta de ações no mesmo dia de uma licitação? Segundo a B3, a chance de “conflito” é pequena, já que as estreias na Bolsa geralmente ocorrem pela manhã, enquanto os leilões são feitos à tarde.



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