Está aberta a temporada de combate aos incêndios florestais no Distrito Federal. E, como forma de prevenção contra esses imprevistos, geralmente causados pela intervenção do homem, o Instituto Brasília Ambiental e a Secretaria de Meio Ambiente (Sema) começaram a realizar aceiros com o uso de fogo em várias unidades de preservação geridas pelos órgãos.

A iniciativa está sendo realizada em parceria com outras 25 instituições – como o Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF), Ibama, Polícia Rodoviária Federal, Departamento de Estradas de Rodagens (DER-DF) e Polícia Militar Ambiental, entre outros. Durante toda esta semana o procedimento ocorre na Estação Ecológica Águas Emendadas (Esecae).

Ação ocorre diariamente, das 12h às 16h, e será executada em outras áreas, como o Jardim Botânico | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Ao todo, cerca de 30 homens e mulheres estão envolvidos na ação, que tem início, diariamente, às 12h e segue até as 16h. A escolha do horário é estratégica, condizente com o período do dia mais propício para o uso do fogo controlado.

Na prática, é fogo contra fogo, ou seja, o uso das chamas de forma controlada e correta para evitar acidentes ecológicos maiores. Nas próximas semanas medida similar será realizada no Jardim Botânico, na Reserva Ecológica do IBGE, na Fazenda Água Limpa da UnB, em área ecológica da Marinha e no Parque Ecológico do Tororó.


Nas próximas semanas medida similar será realizada no Jardim Botânico, na Reserva Ecológica do IBGE, na Fazenda Água Limpa da UnB, em área ecológica da Marinha e no Parque Ecológico do Tororó

“O objetivo é reduzir os focos de incêndio dentro dessas unidades e fazemos isso diminuindo o número de material combustível em volta dessas áreas, evitando que o fogo venha da rodovia para dentro da reserva”, explica a coordenadora de ações do Plano de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais da Sema, Carol Schubart.

“É uma ação que fazemos há bastante tempo. Trata-se de uma técnica rápida com o uso do fogo de forma controlada e eficiente, com o intuito de reduzir o número de incêndios florestais que possam vir de fora, das rodovias, para dentro dessas reservas”, reforça.

“É um trabalho feito na hora e no período certos do dia, de forma totalmente controlada”, explica o diretor do Instituto Brasília Ambiental, Pedro Cardoso

Para o fogo se alastrar são necessários três elementos básicos: oxigênio, calor e material combustível, que pode vir da própria natureza, como capim ou folhas secas. No combate ao incêndio, é preciso fazer a retirada de um desses três elementos. A fonte de calor se combate com água; o oxigênio, com a utilização de abafadores – espécie de pá gigante com uma borracha na ponta –, e os materiais combustíveis, com o uso do fogo.

“É um trabalho feito na hora e no período certos do dia, de forma totalmente controlada, porque, se for preciso parar por algum motivo, a gente tem condições de fazer isso”, observa o diretor de Prevenção de Incêndios Florestais do Instituto Brasília Ambiental, Pedro Cardoso. “É usar o fogo para combater o fogo, mas usamos o fogo bom”, frisa o servidor.

“A gente aprende a utilizar o fogo como forma de prevenção”, afirma a brigadista Flávia Barreta

A expectativa é que, de segunda-feira (4) até sexta (8), 40 km de trecho de mato seco sejam queimados pelos profissionais dos 25 órgãos envolvidos na operação. Até o fim dessa terça-feira (5), foram feitos aceiros em cerca de 15 km às margens da BR-020.

Uma das brigadistas que atua na operação desta semana na Estação Ecológica de Águas Emendadas é a estudante de biologia Flávia Barreta, 27 anos. “Tem um ano que trabalho nesse tipo de atividade que envolve o fogo”, conta. “Desde sempre a gente escuta falar que o fogo é ruim, mas aqui a gente aprende a utilizar o fogo como forma de prevenção”, avalia.



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